Ecos, porque se trata da ressonância que certos fatos ou obras de arte produzem em mim, embora o som que devolvo ao mundo nunca seja mera repetição do que entrou (isso sem falar na ninfa); prosaicos, pelos dois sentidos do termo: pela forma de prosa e por ser corriqueiro, vulgar. Afinal, quem é a prosa para falar da poesia?
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
Indicação de Leitura: Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel Garcia Marquez
Poucos escritores conseguiram retratar a América Latina com tanta sensibilidade e profundidade quanto Gabriel García Márquez. Em Ninguém Escreve ao Coronel, o autor deixa de lado os elementos mais conhecidos do realismo mágico para construir uma narrativa marcada pela espera, pela dignidade e pela resistência.
Na trama, um velho coronel vive com a esposa em uma pequena cidade, aguardando há anos a carta que deveria confirmar sua aposentadoria pelos serviços prestados ao país. A correspondência nunca chega. Em meio à pobreza, à burocracia e ao abandono do Estado, o casal luta para sobreviver enquanto deposita suas últimas esperanças em um galo de briga herdado do filho morto.
Com uma escrita enxuta e poderosa, García Márquez transforma uma história aparentemente simples em uma reflexão sobre injustiça social, desigualdade e esperança. O coronel representa milhões de latino-americanos esquecidos pelas instituições, obrigados a conviver com promessas não cumpridas, precariedade e exclusão.
Mais do que um romance sobre a espera, o livro é uma denúncia silenciosa das estruturas de poder que marcaram a história da América Latina. E, ao mesmo tempo, é um retrato emocionante da capacidade humana de resistir mesmo quando tudo parece perdido.
📖 Leitura breve, intensa e profundamente humana. Uma excelente porta de entrada para a obra de García Márquez e para a compreensão de muitas das contradições sociais e políticas latino-americanas.
Cem anos de Solidão. Netflix, 2024.
A adaptação de Cem Anos de Solidão, disponível na Netflix, traz para as telas uma das obras mais importantes da literatura latino-americana. Escrita por Gabriel García Márquez, a narrativa acompanha várias gerações da família Buendía na mítica cidade de Macondo, onde realidade e fantasia se misturam de forma única.
A série preserva a essência do romance, explorando temas como amor, solidão, poder, memória e os ciclos que parecem se repetir ao longo da história. Com uma produção cuidadosa e visualmente impressionante, a adaptação busca traduzir para a linguagem audiovisual o realismo mágico que consagrou a obra de García Márquez.
Para quem já leu o livro, a série é uma oportunidade de revisitar Macondo sob uma nova perspectiva. Para quem ainda não conhece a obra, é um excelente convite para mergulhar em um dos maiores clássicos da literatura mundial.
Uma história sobre o tempo, a memória e os destinos que insistem em se repetir.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
11 de setembro
11/09 é de fato uma data marcante.
Principalmente para os chilenos. Hoje, 11/09/2009, faz 36 anos que os EUA derrubaram Salvador Allende, promovendo a ditadura de Pinochet, que matou muito mais pessoas inocentes que o atentado de 2001. Um erro não justifica o outro; mas não devemos menosprezar os danos causados pelo terrorismo de Estado que os EUA promoveram na América Latina.
Não foi um ato isolado como o sequestro dos aviões, mas uma ditadura que durou décadas e matou e torturou os cidadãos de um Estado que até então era democrático.
Porém o 11/09/1973 foi esquecido. O terrorismo de Estado (v. Chomsky) parece não ter o mesmo efeito que o terrorismo perpetrado por grupos e pessoas.
Hoje os EUA, na posição de "vítimas" do terrorismo, justificam a invasão de outros Estados, que julgam fracassados, autoritários; o discurso que os "legitima" é a "promoção da democracia".
Lembremos que hoje faz 36 anos que os atuais "promotores mundiais da democracia" derrubaram Salvador Allende, implantando a ditadura e causando a morte de inocentes.
Principalmente para os chilenos. Hoje, 11/09/2009, faz 36 anos que os EUA derrubaram Salvador Allende, promovendo a ditadura de Pinochet, que matou muito mais pessoas inocentes que o atentado de 2001. Um erro não justifica o outro; mas não devemos menosprezar os danos causados pelo terrorismo de Estado que os EUA promoveram na América Latina.
Não foi um ato isolado como o sequestro dos aviões, mas uma ditadura que durou décadas e matou e torturou os cidadãos de um Estado que até então era democrático.
Porém o 11/09/1973 foi esquecido. O terrorismo de Estado (v. Chomsky) parece não ter o mesmo efeito que o terrorismo perpetrado por grupos e pessoas.
Hoje os EUA, na posição de "vítimas" do terrorismo, justificam a invasão de outros Estados, que julgam fracassados, autoritários; o discurso que os "legitima" é a "promoção da democracia".
Lembremos que hoje faz 36 anos que os atuais "promotores mundiais da democracia" derrubaram Salvador Allende, implantando a ditadura e causando a morte de inocentes.
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