terça-feira, 6 de outubro de 2026

Segundo turno: pelos direitos e pela democracia

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno das eleições de 2026 com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Uma diferença de apenas 1,87 ponto percentual. O resultado exige mobilização, diálogo e um esforço coletivo para eleger Lula no segundo turno. Está em disputa o futuro dos direitos sociais e da própria democracia brasileira. Lula tem uma trajetória de políticas públicas que transformaram vidas: Bolsa Família, ProUni, expansão das universidades públicas e dos institutos federais, além da defesa do SUS. As cotas, consolidadas ao longo dos governos petistas, também representam um compromisso com a democratização das oportunidades. Há um projeto de país em que estudar, receber atendimento e viver com dignidade sejam direitos acessíveis a todos. Respeitar o resultado das urnas faz parte desse compromisso democrático. A resposta à votação deve ser organização política, conversa e conquista de votos. Reconhecer a escolha dos eleitores no primeiro turno não significa desistir de disputar, democraticamente, o segundo. O fim da escala 6 por 1 torna essa escolha ainda mais concreta. A proposta aprovada na Câmara e em discussão no Senado prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso, com redução da jornada sem perda salarial. Defendida pelo governo e por parlamentares de esquerda, ela significa mais tempo para a família, o estudo, a saúde e a vida. Flávio chamou a discussão de “oportunista” e evitou dizer como votará. Essa posição merece ser cobrada de quem pretende governar o país. Também preocupa sua declaração, em 6 de outubro, de que a nova composição do Congresso permitirá mudar a Constituição. Alterações constitucionais precisam ser examinadas pelo conteúdo, mas essa promessa, vinda de um projeto de extrema-direita, exige vigilância. A Constituição de 1988 nasceu da redemocratização e garante direitos trabalhistas, sociais e individuais. Minha preocupação é que essa força parlamentar seja usada para enfraquecer essas proteções. Chamar o bolsonarismo apenas de “direita” atenua seu histórico autoritário. Jair Bolsonaro foi condenado pela trama golpista e cumpre prisão domiciliar. Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, articulou medidas contra o Brasil e suas autoridades para pressionar o julgamento do pai. São fatos que pesam na avaliação desse projeto político e de seu compromisso com a soberania nacional. Por tudo isso, considero fundamental a vitória de Lula. É hora de somar forças, conversar com quem está indeciso e defender um país com mais oportunidades, tempo para viver e proteção social. A democracia exige respeito ao voto — e exige também disposição para lutar pelos direitos que dão sentido a ela.

2 comentários:

  1. Tenho feito minhas escolhas de acordo com os preceitos de DEUS!!!Mas isso não tem haver com religião, mas sim,do autoconhecimento desenvolvido com o cursar da minha vida!!!
    Sabemos que nós somos o que praticamos., Então para ter paz no coração ,procuro pensar bem antes de tomar decisões como votar!!!
    Não posso votar somente pensando em o que é melhor simplesmente pra eu.Tenho que votar pelo bem comum de todos!!!
    Se não for assim não é Amor, mas paixão ,ressentimento medo!!!
    Voto em Lula ,pois ele é um estadista conhecido mundialmente!
    Ele lutou e tem uma história digna de admiração!!!
    Nada disso vem de palavras vazias ou discursos bonitos ou mentiras.Tudo isso vem de luta resiliência crescimento pessoal também!!!
    Tomem cuidado com qualquer u
    m que contem estórias, a hombridade de um ser humano só pode ser medida por seus atos!!!
    Devemos procurar votar com justiça, verdade,amor integridade misericórdia!!!LEMRE-SE SEMPRE!!!
    PRA DEUS A MISERICORDIA VEM ANTES DA JUSTIÇA!!!!
    VOTE PELA SUA PAZ!!!
    APAZ NO CORAÇÃO PELO DEVER CUMPRIDO!!!

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    1. Eu também. O Lula fez e faz um trabalho sério pelas pessoas mais vulneráveis, pela expansão da educação e pelo desenvolvimento do país. A alternativa é sem propostas para o povo, volenta e perigosa.

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