Ecos, porque se trata da ressonância que certos fatos ou obras de arte produzem em mim, embora o som que devolvo ao mundo nunca seja mera repetição do que entrou (isso sem falar na ninfa); prosaicos, pelos dois sentidos do termo: pela forma de prosa e por ser corriqueiro, vulgar. Afinal, quem é a prosa para falar da poesia?
sexta-feira, 5 de junho de 2026
A Invenção de Hugo Cabret. Martin Scorsese, 2011.
Se você ama cinema, poucos filmes conseguem transmitir tanto encantamento quanto A Invenção de Hugo Cabret, adaptação do livro A Invenção de Hugo Cabret.
A história acompanha Hugo, um menino que vive escondido em uma estação de trem de Paris e que, ao tentar desvendar um mistério ligado ao pai e a um autômato, acaba descobrindo muito mais do que imaginava. O filme se transforma em uma emocionante homenagem às origens do cinema e ao poder da imaginação.
Dirigido por Martin Scorsese, o longa impressiona pela beleza visual, pela direção sensível e pela forma como desperta no espectador a mesma fascinação que o cinema provocou em seus primeiros espectadores. Ao mesmo tempo em que emociona, também apresenta a importância histórica de Georges Méliès, um dos grandes inventores da magia cinematográfica.
Mais do que um filme infantil ou uma aventura, A Invenção de Hugo Cabret é uma declaração de amor ao cinema, à arte de contar histórias e à capacidade dos sonhos sobreviverem ao tempo.
Uma obra delicada, emocionante e visualmente deslumbrante. Recomendada para cinéfilos, leitores e para todos que ainda acreditam no poder da imaginação. Vale muito a pena assistir — e também conhecer o livro que inspirou essa bela adaptação.
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