Ecos, porque se trata da ressonância que certos fatos ou obras de arte produzem em mim, embora o som que devolvo ao mundo nunca seja mera repetição do que entrou (isso sem falar na ninfa); prosaicos, pelos dois sentidos do termo: pela forma de prosa e por ser corriqueiro, vulgar. Afinal, quem é a prosa para falar da poesia?
quinta-feira, 4 de junho de 2026
O invasor. Filme nacional, 2001.
Baseado no livro O Invasor, o filme O Invasor é um dos retratos mais inquietantes da relação entre poder econômico, violência e desigualdade social no Brasil.
A trama acompanha dois empresários que contratam um matador para eliminar um sócio. O problema surge quando o criminoso ultrapassa os limites do "serviço" e passa a invadir suas vidas, expondo a hipocrisia de uma elite que acredita poder terceirizar a violência sem sofrer consequências.
Mais do que um thriller policial, O Invasor é uma crítica feroz à promiscuidade entre dinheiro, crime e privilégios. O filme desmonta a ideia de que a violência está restrita às periferias, mostrando que ela também nasce nos escritórios, nos negócios e nos acordos feitos longe dos holofotes.
Com uma atmosfera sufocante, atuações marcantes de Paulo Miklos e Alexandre Borges, e uma narrativa que permanece atual, O Invasor continua sendo um dos filmes mais relevantes do cinema brasileiro contemporâneo.
Livro e filme dialogam de forma poderosa ao revelar que, muitas vezes, os verdadeiros invasores não são aqueles que vêm de fora, mas os que corroem a ética por dentro.
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