Ecos, porque se trata da ressonância que certos fatos ou obras de arte produzem em mim, embora o som que devolvo ao mundo nunca seja mera repetição do que entrou (isso sem falar na ninfa); prosaicos, pelos dois sentidos do termo: pela forma de prosa e por ser corriqueiro, vulgar. Afinal, quem é a prosa para falar da poesia?
sexta-feira, 5 de junho de 2026
As Câmeras por trás dos Muros e das Grades: quatro filmes e uma série sobre cadeia
Se você achou a quarentena difícil, e foi mesmo, imagine ficar preso, cadeia mesmo?
Nosso sistema prisional é falido, ineficiente, ineficaz para ressocialização. Mas há filmes muito bons sobre o tema, que mostram a realidade dura lá dentro, por trás dos muros.
O meu preferido é Carandiru (2003), baseado no livro do Drauzio Varella e dirigido por Héctor Babenco. Eu já adorava o livro e o filme é uma adaptação muito bem realizada, com um elenco incrível: Milton Gonçalves, Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Sabotage, Maria Luisa Mendonça, Ailton Graça, entre outros. Uma visão humana e uma denúncia necessária.
Um Sonho de Liberdade (1994), baseado em um romance de Stephen King, também é muito bom e vale a pena conferir. Assim como Fuga de Alcatraz (1979), com Clint Eastwood, e Papillon (1973), este último tem uma versão mais recente, mas ainda não vi e por isso prefiro recomendar a antiga.
E, pra fechar, indico uma série da Netflix: Orange is The New Black, que teve 7 temporadas, a partir de 2013. Li o livro, e a série vai além, desenvolvendo personagens incríveis, sempre com foco nas prisões femininas. Trata de muitos temas relevantes, como privatização, violência, racismo, abuso, desigualdade, sem perder de vista aspectos universais como amor, amizade, superação.
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