Ecos, porque se trata da ressonância que certos fatos ou obras de arte produzem em mim, embora o som que devolvo ao mundo nunca seja mera repetição do que entrou (isso sem falar na ninfa); prosaicos, pelos dois sentidos do termo: pela forma de prosa e por ser corriqueiro, vulgar. Afinal, quem é a prosa para falar da poesia?
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Indicação Musical: Nó na Orelha (Criolo, 2011)
Se você procura um disco que foge do óbvio, Nó na Orelha, de Criolo, é uma experiência indispensável.
Lançado em 2011, o álbum rompe barreiras entre gêneros e mistura rap, samba, afrobeat, reggae, soul e MPB com uma naturalidade impressionante. O resultado é um trabalho diverso, criativo e profundamente brasileiro.
As letras afiadas de Criolo transitam entre crítica social, reflexões sobre desigualdade, amor, identidade e esperança. Faixas como Não Existe Amor em SP, Bogotá e Subirusdoistiozin mostram um artista capaz de unir poesia, denúncia e sensibilidade.
Mais do que um álbum de rap, Nó na Orelha é um retrato sonoro do Brasil contemporâneo, construído com inteligência, originalidade e coragem artística.
Uma obra para quem gosta de música que provoca reflexão sem abrir mão da qualidade estética. Um disco que continua atual e relevante mais de uma década após seu lançamento.
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